A Vera do Blog A Estrangeira publicou a matéria da revista época do mês de agosto sobre OS NOVOS EVANGÉLICOS, vale a pena todos que não puderam comprar a revista darem uma olhada. Segue o link:
Estou cansado. Não aguento mais tanta impunidade. Não consigo exercer o cristianismo diante de um crápula que usa brechas da lei para se safar de um crime hediondo. Que mata, que participa de corrupção ativa, que rouba o país, que rouba a inocência de uma criança. Do líder religioso que implanta medidas místicas de outras religiões, que trata seu membro com lixo na busca cega por crescimento financeiro e numérico. Não sou santo, mas também não sou a encarnação do mal. Como Deus pode amar alguém assim.
Como Jesus pode, por exemplo, visitar um homem como Zaqueu? Um homem de índole incorreta, que certamente eu, que não sou um bom exemplo para nada, não aceitaria nos seus círculos de amizades, alguém que ninguém quer ter do lado como amigo.
Zaqueu não passaria pelo meu crivo, porém ele é o escolhido por Cristo. É desconcertante para eu acreditar que Jesus naquela cena diante de pessoas idôneas prefira aquele que a meu ver não presta.
Sei que é errado pensar assim, mas eu não sei amar do mesmo jeito que Deus ama, eu ainda prefiro andar com os corretos, a minha preferência ainda é pelos santos e por aquelas pessoas que tem alguma utilidade para mim.
“Eu não sei amar os inúteis senhor! Eu não sei amar os ignorantes, que cometem o mesmo erro todos os dias. Eu não sei amar aqueles que não atendem ao meu pedido, não seu amar aqueles a quem julgo não merecer o meu amor”.
Acredito que a mensagem de Jesus é realmente buscar o que havia se perdido, aquilo que não interessa a sociedade. A mensagem do reino tem de alcançar todos mesmo aqueles que estão a margens da vida, abandonados marginalizados excluídos, pois não tem muito a oferecer.
Só comecei a entender um pouco essa misericórdia de Deus, quando pude senti-la na minha vida e vi que ela também é para mim, não só para o que estava do lado, não só para aquele que eu desprezo.
Hoje com 27 anos estou em processo de conversão. Converter é transformar a partir de. Por exemplo, eu possuo um arquivo de áudio que está no formato wma (Windows Media Áudio). Meu aparelho de som só lê arquivos em mp3, se eu quiser ouvir esse arquivo de áudio preciso convertê-lo para mp3. Dai através de um programa o meu arquivo que era wma se converteu para mp3 e agora a música que eu não ouvia posso ouvir.
Conversão é isso é pedir a Deus, senhor nessa hora eu não consigo amar essa pessoa, eu só consigo ver o pecado dela, pra mim ele (a) não possui nada de bom. Deus converte seu coração no coração de Jesus e aquele sentimento que não podia ser ouvido no seu corpo é transformado então posso ouvi-lo e manifestá-lo.
Todos os dias procuro me apaixonar pelas escolhas de Jesus, mesmo que ainda não consiga fazê-las.
Atrevo-me a pensar mais uma vez sobre vitória. Quando me converti ao cristianismo foi me dito que com Deus sempre vencemos, que os vitoriosos são os justos. E na verdade só são vitoriosos porque tem a benção de Deus, e só a possuem porque são justos.
Desde muito jovem sempre fui aficionado por quadrinhos, para se ter uma idéia com oito anos eu possuía cerca de 700 revistinhas, esses quadrinhos refletiam sempre o herói como o vitorioso isso fazia muito sentido pra mim. Quem morre, ou sofre algum mal é o vilão e não o herói. Nos quadrinhos, pelo menos na minha época, o bem sempre vence. Na lógica religiosa a mim apresentada também.
Curioso, essa é a mesma utilizada na sociedade atual. Basta observamos a impunidade nos meios políticos e sociais. “Não ele não é corrupto porque se fosse estaria preso, e se está solto é porque é justo”
Essa lógica torpe e violenta diz que; quem vence está certo, e só vence porque está certo. E estando certo tem a benção e a aprovação de Deus, e por receber a benção e a aprovação de Deus é que vence.
Foi essa a lógica que motivou a Davi enfrentar o gigante. “Estou do lado da justiça, e por que estou do lado da justiça tenho Deus do meu lado, e porque Deus está ao meu lado vou derrotá-lo. E quando eu vencê-lo todos verão que estou lado da justiça e que Deus é comigo e não com o filisteu”.
Todas as sociedades pensam assim; os vitoriosos estão certos e se estão certos Deus está do lado deles. E porque estão certos e possuem Deus ao seu lado vencem.
Mas Jesus Cristo, o justo de Deus morre. A bênção encarnada é condenada a maior maldição possível aos homens. A personificação da justiça de Deus é crucificada. “Tú não és o filho de Deus? Deus não é contigo, então desce da cruz!” disseram.
Através de Jesus Deus nos mostra que a vitória não significa necessariamente justiça, posso ser vitorioso mesmo não sendo justo basta possuir mais poder que o outro. Mostra-nos que aparentemente quem perdeu pode ser o verdadeiro vitorioso.
Quem é o Justo? O justo é o crucificado.
Mas o crucificado não é o que perdeu o derrotado? Sim, é possível que um justo seja derrotado, mesmo com a certeza que Deus está ao seu lado. E mesmo aparentemente derrotado ser o grande vencedor.
Acredito que o termo vitória tenha ganhado espaço na minha vida com os jogos olímpicos de 1988 mesmo tendo apenas 5 anos. Lembro-me da corrida dos 100 metros razos o Ben Johnson foi campeão e bateu um recorde mundial que pertencia a Carl Lewis se eu não me engano. Mas na mesma semana o Ben teve de devolver a medalha ele foi pego no doping.
Pela gana de ser o primeiro Ben Johnson ficou alguns anos banido das pistas. Foi o aristocrata francês, Barão de Coubertin, quem recuperou os Jogos olimpicos. Tentando reavivar o espírito das primeiras olimpíadas instituiu prêmios para cada colocação para a disputa ficar mais acirrada. Recebiam o premio as colocações de primeiro, segundo e terceiro lugar, sendo uma medalha de ouro para o primeiro, de prata para o segundo e de bronze para o terceiro.
Historiadores dizem que os poderosos da época apostavam entre si para ver qual competidor ganharia, então deixavam alguns dos seus ao redor das pistas, estes jogavam moedas sobre a pista, os que achavam que não tinham possibilidade alguma de vencer já paravam e pegavam as moedas, filtrando assim os competidores, quando a corrida aproximava-se de seu desfecho jogavam ainda mais moedas, na esperança de que um futuro campeão, (que não era o seu escolhido), viesse a desistir.
O interessante como essa disputa imita a vida. Pois na corrida da vida todos querem ser vencedores: o primeiro da turma da escola, o melhor no trabalho, o rapaz rico e o craque do esporte são apenas alguns dos exemplos. Assim, para obterem tais “títulos”, alguns trapaceiam. Utilizam-se desde a simples “cola” no colégio até o furto no trabalho, desde passarem “por cima” do companheiro de serviço ou ministério até a fraude no esporte como fez o Ben.
Subterfúgios esses utilizados com o fim exclusivo de chegarem ao primeiro lugar e então serem considerados como os vencedores. Declarados como “primeiro lugar”.
No geral as pessoas querem vencer. Pretendem obter sucesso e demonstrar isso para suas famílias; seus amigos e para sua comunidade e sociedade em geral. Ninguém deseja ser um perdedor, ou o “desajeitado” da turma.
Por essas e outras que cursos, palestras, e cultos do tipo “Alcance o sucesso” estão aí sendo ministrados aos montes lotando os auditórios e igrejas. Nesses eventos são ensinadas técnicas de auto-ajuda, auto-estima e dicas de como a pessoa deve fazer para se dar bem na vida, com o auxilio divino é claro; porque se Deus é por nós....
Tanto a trapaça quanto as técnicas de auto-ajuda não fazem do indivíduo um verdadeiro vencedor nessa maratona que é a vida. Não é a fraude, tampouco as receitas do sucesso, ingredientes para a plena vitória.
Por quê? A resposta está, primeiramente, na forma como encaramos a nossa corrida. Se acreditarmos que a pista que percorremos possui somente “alguns metros” de distância, cuja chegada está bem ali, no final da nossa passageira existência, poderíamos, então, ter como certo, que o subterfúgio da trapaça seria a melhor opção para sermos os vencedores.
Entretanto, a pista da nossa corrida é bem mais distante que qualquer maratona olímpica. Nosso tempo de existência é somente a largada de uma eternidade que nos aguarda. E quanto àqueles que trapacearam, serão pegos no maior de todos os exames: O exame de Deus da consciência do homem. Assim, os que começaram bem, podem terminar mal.
Sem falar naqueles que desistem da corrida da vida por causa de algumas moedas...
O maior vencedor olímpico não é o atleta que conquista a medalha de ouro, ou mesmo uma medalha, seja de prata ou bronze. A medalha de ouro é um detalhe que se submete a muitas variáveis.
Na piscina de 50 metros a distância entre o ouro e a prata é apenas um piscar de olhos. Fatores genéticos, recursos tecnológicos, acompanhamento clínico, nutrição, condições físicas para o treinamento, equipe técnica, apoio financeiro e outros tantos acabam por afetar o resultado mais até que o talento, a dedicação e a disciplina de cada atleta.
A maior batalha de um atleta não é contra seus adversários. Vencedor não é quem supera o outro, é quem supera a si mesmo. “Eu venci”; grande coisa!
Parafraseando o sábio Salomão, “maior é aquele que conquista a si mesmo do que aquele que conquista uma medalha de ouro” (Provérbios 16.32). Talvez por essa razão o apóstolo Paulo tenha comparado a carreira da fé aos jogos olímpicos (1Coríntios 9.24-27).
No podium olímpico apenas um leva o prêmio. Mas no podium da vida todos podem ser coroados vencedores, mesmo aqueles que chegam por último, pois na vida não competimos uns contra os outros para chegar na frente, mas contra nossos próprios limites e sombras, simplesmente para chegar.
A República (Livro VII) de Platão conta o “mito da Caverna” que é a narração de um dialogo de Sócrates com Glauco e Adimato. Neste Platão utilizou a linguagem mítica para mostrar o quanto os cidadãos estavam presos a certas crendices e superstições.
A história narra a vida de três homens que, acorrentados no interior de uma caverna desde sua infância, ficam voltados para o fundo dela apenas podendo contemplar uma réstia de luz que refletia as sombras que eram projetadas no fundo da parede, tendo como realidade, apenas aquela visão. Esse era o seu mundo.
Certo dia, um dos habitantes resolveu voltar-se para o lado de fora da caverna e consegue se libertar, seguindo o caminho de luz que o leva para fora da caverna. Quase ficou cego devido à claridade da luz. E, aos poucos, vislumbrou outro mundo com natureza, cores, “imagens” diferentes do que estava acostumado a ver, contempla então a realidade, o mundo das idéias.
Voltou para a caverna a fim para narrar os fatos aos outros dizendo que as sombras não são tudo que existe. “Mas não acreditaram nele, estavam acostumados às sombras e acreditando que elas são toda a realidade, revoltados com a suposta” mentira” o mataram.
Com essa alegoria, Platão divide o mundo em duas realidades: A sensível (que percebe pelos sentidos) e a Inteligível (o mundo das idéias). O primeiro é o mundo da imperfeição, pelo fato de ser limitado e o segundo encontraria toda a verdade possível para o homem.
Segundo Platão a caverna é o mundo sensível onde vivemos, a réstia de luz que projeta as sombras na parede é um reflexo da luz verdadeira (as idéias) sobre o mundo sensível. Os prisioneiros somos nós, e as sombras são as coisas sensíveis que tomamos pelas verdadeiras. Os grilhões são nossos preconceitos, nossa confiança em nossos sentidos e opiniões. Mostrando a visão de mundo do ignorante, que vive de senso comum, e do filósofo, na sua eterna busca da verdade.
O ser humano deveria procurar o mundo da verdade para que consiga atingir o bem maior para sua vida. Em nossos dias, muitas são as cavernas em que nos envolvemos e pensamos ser a realidade absoluta.
Por muitos anos vivi em uma caverna, mas a culpa não era minha eu nasci lá. Tudo que entendia como vida eram as formas nas sombras das paredes, essa era minha realidade absoluta sobre a vida e sobre Deus. Só me permitia crer no que as sombras conseguiam reproduzir. Lá vivi sob a manipulação dos meios de comunicação, do sistema capitalista e das maldições hereditárias.
Um dia, dois amigos chamados Wagner e Clayton, que nasceram ali na caverna, mas haviam se libertado das correntes e saíram de lá voltaram para contar como era o “mundo” fora da caverna. Contaram que lá tudo era colorido e que não havia penitencias ou maldição alguma, que o capitalismo não impedia que as pessoas ajudassem umas as outras e o pior que havia mais 13 canais na TV aberta além da Globo.
Pedi para que fossem embora e desfrutassem sozinhos daquela que julgava “uma falsa descoberta”. Minha vontade naquele momento era de matá-los. Aquelas informações contrastavam de frente minha zona de conforto. Depois remoendo as idéias notei que realmente havia vivido somente as sombras da vida. Minha vontade era sair logo dali, ver como era realmente o mundo lá fora, foi então que percebi. Estava acorrentado. Chorei, chorei, após a seguinte constatação. Eram 22 anos preso naquela caverna.
Lendo o único livro que se podia possui naquele lugar, uma história me chamou a atenção. Era sobre um homem que há muitos anos atrás havia entrado naquela caverna, e que sua presença iluminava o lugar ele falava com doçura das maravilhas de um mundo fora da caverna, o que confirmava a história contada pelos meus amigos. O livro disse também que os habitantes dali não creram naquele homem e revoltosos o mataram. Mas antes de morrer ele livrou o povo das correntes.
Estranho, eu ainda tinha correntes. Num ato desesperado forcei as trancas elas abriram, estava livre. Tentei virar para a saída da caverna e a luz cegou-me. Era brilho demais para alguém que estava acostumado a sombras. De olhos entreabertos segui o caminho da luz e finalmente sai da caverna. Hoje conceitos como sombras e escuridão são para mim somente conceitos de um passado sem comunhão. Hoje sei que não é a luz a causa das sombras, mas os obstáculos que agora, em mim, não mais existem.
Muitas informações no mito da caverna denunciam a alienação humana, seja ela social política ou religiosa. Criam realidades paralelas e alheias. Até quando alguns escolherão o fundo da caverna?
No que tange a religião, muitas pessoas, como eu, estão tão arraigadas na sua crença que não conseguem perceber o mais importante; a beleza que existe no divino.
Pouco antes de meu filho Lucas nascer eu fazia um curso de Inglês em um centro católico de ensino. Este local também servia de sede para um grupo dos Alcoólicos Anônimos ou AA.
{Alcoólicos Anônimos é uma Irmandade mundial de homens e mulheres que se reúnem para alcançar e manter a sobriedade através da abstinência total de ingestão de bebidas alcoólicas.Os novos membros do AA são encorajados a não beber "um dia de cada vez". Através de exemplos, testemunhos e pelo companheirismo concentram-se em não beber hoje. Ao se afastarem da bebida, começam a cuidar de uma parte da doença. Anunciam aos seus membros “Nossos corpos têm uma chance de melhorar”}.
Algumas das salas usadas pelo AA também eram usadas pela minha turma. Um dia olhando os cartazes deparei-me com um que mostrava os doze passos propostos aos Alcoólatras anônimos.
É claro que apenas alguns passos não reabilitam ninguém, mas o primeiro me chamou a atenção.
“Admitimos que éramos, e somos impotentes perante o álcool - que tínhamos perdido o domínio sobre nossas vidas”.
Ou seja, ou eles admitem que tem um problema ou estão perdendo tempo de estar ali.
Nossa maior dificuldade é admitir problemas, admitir que fizemos a coisa errada, em diversas áreas; conjugais ou não, comercias ou não, espirituais ou não.
No que diz respeito a espiritualidade; quanto tempo é desperdiçado nas nossas reuniões religiosas, com a evocação de poderes sobrenaturais, possessões com línguas estranhas e pedidos de restituições divinas. (Se quer saber mais sobre isso acesse o blog do meu amigo Keiker: http://vozdedenuncia.blogspot.com/2010/05/restitui.html).
Não existe mais um espaço para a reflexão pessoal e comunitária; a idéia não era reconhecermos que somos pecadores e que precisamos de ajuda para desenvolver nossa humanidade, pois perdemos o domino próprio? Estar em algumas reuniões religiosas hoje têm se tornado uma grande perda de tempo.
Acredito que o primeiro passo para nossa reabilitação com Deus acontece quando conseguimos dizer: “Miserável homem que eu sou!” E reconhecemos realmente que somos incapazes de não pecar.
É preciso admitir que não conseguimos fazer as coisas certas e deixar de fazer as coisas erradas. “...Sei que nada de bom habita em mim, isto é, em minha carne. Porque tenho o desejo de fazer o que é bom, mas não consigo realizá-lo. Pois o que faço não é o bem que desejo, mas o mal que não quero fazer, esse eu continuo fazendo. Ora, se faço o que não quero, já não sou eu quem o faz, mas o pecado que habita em mim”.(Romanos 7: 17-20 NVI)
Paulo diz que o grande problema que eu tenho sou eu mesmo, não é o que faço ou deixo de fazer, é o que eu sou.
Preciso assumir que tenho um problema e procurar ajuda, sou um pecador. Não estou fazendo o que deveria fazer, não estou desenvolvendo minha humanidade. Preciso de auxilio divino e dos irmãos.Meu pecado não pode ter domínio sobre mim. Quando foi que o pecado começou a tomar espaço na minha vida? Quando decidi trilhar por caminhos de morte.
Na cena do Éden o homem está entre a arvore da “vida” e a arvore do conhecimento do bem e do mal, a qual continha um fruto com sabor de “morte”. O que há entre a vida e a morte? Nada, não há nada. O mito do éden mostra o homem entre algo que pode lhe dar vida e algo que pode lhe causar a morte. E que o homem escolhe o caminho de morte.
Os filhos de Deus são encorajados por ele a trilhar por caminhos de vida e vida abundante, são encorajados a deixar o pecado "um dia de cada vez", negando-se a si mesmos dia após dia. E através de exemplos, testemunhos e pelo companheirismo concentram-se em não pecar hoje. Ao se afastarem do pecado, começam a manifestar os dons do Espírito Santo. Anunciam aos seus irmão “Nos temos a chance de melhorarmos como pessoa, e a desenvenvolver nossa humanidade”.
É necessário enfrentar a nos mesmos, admitir que éramos, e que sem a ajuda divina somos impotentes perante o pecado, que estamos perdendo o domínio sobre nossas vidas.
Nossas fraquezas e pecados roubam nossa humanidade. Lute contra isso; um dia de cada vez.
Estes são os nove frutos do Espírito descritos em Gálatas 5:22. Quando recebemos o Espírito Santo somos guiados por seu intermédio a fim de sermos moldados segundo o caráter de Deus, que nos foi apresentado através da vida de Cristo Jesus.
Gálatas descreve os frutos da carne e os frutos do Espírito, o Espírito é contrário a carne, por essa razão me cabe aceitar ou não a influência deste espírito sobre minha vida.
Independentemente da decisão por mim tomada está a minha salvação; sou salvo e ponto. Cristo através de seu sacrifício cumpriu o propósito de Deus que era salvar.
Quando rejeito a influência do Espírito Santo em minha vida não deixo de ser salvo; mas torno-me um ser miseravelmente salvo. Você deve conhecer alguns seres assim, são aqueles que mesmo afirmando que são “pessoas de Deus” ninguém consegue ver nenhuma conexão de Deus com ele. Pois se o Espírito não rege minha vida não manifesto seus frutos.
Meu filho Lucas é esteticamente semelhante com minha esposa. Quando anúncio a alguém:
- Olha este aqui é o meu filho!
A primeira reposta que ouço é:
- Nossa, ele não se parece em nada com você.
Sinto-me mal, por acreditar que é muito triste ser filho e não ter semelhança alguma com o pai.
Neste caso levantado no texto, que vantagem tem ser filho de Deus e não se parecer nenhum pouco com ele? Não manifestar sua beleza, seu amor, sua graça?
A única vantagem é que quando eu morrer serei salvo.
- Só isso; existe apenas há uma vantagem e só poderei gozar desta única vantagem de ser “filho de Deus” quando eu morrer? Esse é realmente o único beneficio de ser filho de Deus?
Mas para agora, hoje; não há vantagem alguma?
Recebi há algum tempo um e-mail que contava a história de um homem que vivia pedindo esmola assentado sob uma pedra, este já era conhecido por todos daquela comunidade. Quando faleceu todos resolveram fazer seu enterro, decidiram então enterrá-lo embaixo da pedra na qual ele viveu a vida assentado a esmolar. A pedra foi retirada e encontrou-se um tesouro incalculável, para ironia de todos e daquele que viveu a vida esmolando sem saber que estava sob um tesouro incalculável.
Aceitar a Cristo somente para não ir para o Inferno quando morrer é pedir esmola, sem saber que está sob um tesouro incalculável.
Miserável salvo que sou; pois vivi minha vida a esmolar. Hoje busco o verdadeiro tesouro que se encontra sob a pedra, que é a grandeza e o calibre daqueles que foram colocados a sua direita por dar de comer ao faminto, de beber ao que estava sedento, por vestir ao desnudo e por visitar ao doente e ao preso sem saber que estes eram o próprio Deus.
Um complexo indissociável de pó da terra e folêgo de vida.
Um animal transcendente. Um bicho com potêncial de divindade.
Pai de um filho lindo, de uma mulher maravilhosa.
Um tipico ser em construção cheio de alegrias, dúvidas e questionamentos.
Aberto para reformas...
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