Pecadores Anônimos

Pouco antes de meu filho Lucas nascer eu fazia um curso de Inglês em um centro católico de ensino. Este local também servia de sede para um grupo dos Alcoólicos Anônimos ou AA.

{Alcoólicos Anônimos é uma Irmandade mundial de homens e mulheres que se reúnem para alcançar e manter a sobriedade através da abstinência total de ingestão de bebidas alcoólicas.Os novos membros do AA são encorajados a não beber "um dia de cada vez". Através de exemplos, testemunhos e pelo companheirismo concentram-se em não beber hoje. Ao se afastarem da bebida, começam a cuidar de uma parte da doença. Anunciam aos seus membros “Nossos corpos têm uma chance de melhorar”}.


Algumas das salas usadas pelo AA também eram usadas pela minha turma. Um dia olhando os cartazes deparei-me com um que mostrava os doze passos propostos aos Alcoólatras anônimos.

É claro que apenas alguns passos não reabilitam ninguém, mas o primeiro me chamou a atenção.

“Admitimos que éramos, e somos impotentes perante o álcool - que tínhamos perdido o domínio sobre nossas vidas”.

Ou seja, ou eles admitem que tem um problema ou estão perdendo tempo de estar ali.

Nossa maior dificuldade é admitir problemas, admitir que fizemos a coisa errada, em diversas áreas; conjugais ou não, comercias ou não, espirituais ou não.

No que diz respeito a espiritualidade; quanto tempo é desperdiçado nas nossas reuniões  religiosas, com a evocação de poderes sobrenaturais, possessões com línguas estranhas e pedidos de restituições divinas. (Se quer saber mais sobre isso acesse o blog do meu amigo Keiker: http://vozdedenuncia.blogspot.com/2010/05/restitui.html). 


Não existe mais um espaço para a reflexão pessoal e comunitária; a idéia não era reconhecermos que somos pecadores e que precisamos de ajuda para desenvolver nossa humanidade, pois perdemos o domino próprio? Estar em algumas reuniões religiosas hoje têm se tornado uma grande perda de tempo.

Acredito que o primeiro passo para nossa reabilitação com Deus acontece quando conseguimos dizer: “Miserável homem que eu sou!” E reconhecemos realmente que somos incapazes de não pecar. 

É preciso admitir que não conseguimos fazer as coisas certas e deixar de fazer as coisas erradas. “...Sei que nada de bom habita em mim, isto é, em minha carne. Porque tenho o desejo de fazer o que é bom, mas não consigo realizá-lo. Pois o que faço não é o bem que desejo, mas o mal que não quero fazer, esse eu continuo fazendo. Ora, se faço o que não quero, já não sou eu quem o faz, mas o pecado que habita em mim”. (Romanos 7: 17-20 NVI)

Paulo diz que o grande problema que eu tenho sou eu mesmo, não é o que faço ou deixo de fazer, é o que eu sou.  

Preciso assumir que tenho um problema e procurar ajuda, sou um pecador. Não estou fazendo o que deveria fazer, não estou desenvolvendo minha humanidade. Preciso de auxilio divino e dos irmãos. Meu pecado não pode ter domínio sobre mim. 
Quando foi que o pecado começou a tomar espaço na minha vida? Quando decidi trilhar por caminhos de morte.

Na cena do Éden o homem está entre a arvore da “vida” e a arvore do conhecimento do bem e do mal, a qual continha um fruto com sabor de “morte”. O que há entre a vida e a morte? Nada, não há nada. O mito do éden mostra o homem entre algo que pode lhe dar vida e algo que pode lhe causar a morte. E que o homem escolhe o caminho de morte.

Os filhos de Deus são encorajados por ele a trilhar por caminhos de vida e vida abundante, são encorajados a deixar o pecado "um dia de cada vez", negando-se a si mesmos dia após dia. E através de exemplos, testemunhos e pelo companheirismo concentram-se em não pecar hoje. Ao se afastarem do pecado, começam a manifestar os dons do Espírito Santo. Anunciam aos seus irmão “Nos temos a chance de melhorarmos como pessoa, e a desenvenvolver nossa humanidade”.

É necessário enfrentar a nos mesmos, admitir que éramos, e que sem a ajuda divina somos impotentes perante o pecado, que estamos perdendo o domínio sobre nossas vidas.

Nossas fraquezas e pecados roubam nossa humanidade. Lute contra isso; um dia de cada vez.

Por Leonardo Pessoa

Miserável salvo que sou!

...amor, gozo, paz, longanimidade, beneguinidade, bondade, fidelidade, mansidão e domínio próprio.

Estes são os nove frutos do Espírito descritos em Gálatas 5:22. Quando recebemos o Espírito Santo somos guiados por seu intermédio a fim de sermos moldados segundo o caráter de Deus, que nos foi apresentado através da vida de Cristo Jesus.

Gálatas descreve os frutos da carne e os frutos do Espírito, o Espírito é contrário a carne, por essa razão me cabe aceitar ou não a influência deste espírito sobre minha vida.

Independentemente da decisão por mim tomada está a minha salvação; sou salvo e ponto. Cristo através de seu sacrifício cumpriu o propósito de Deus que era salvar.

Quando rejeito a influência do Espírito Santo em minha vida não deixo de ser salvo; mas torno-me um ser miseravelmente salvo. Você deve conhecer alguns seres assim, são aqueles que mesmo afirmando que são “pessoas de Deus” ninguém consegue ver nenhuma conexão de Deus com ele. Pois se o Espírito não rege minha vida não manifesto seus frutos.

Meu filho Lucas é esteticamente semelhante com minha esposa. Quando anúncio a alguém:

- Olha este aqui é o meu filho!

A primeira reposta que ouço é:

- Nossa, ele não se parece em nada com você.

Sinto-me mal, por acreditar que é muito triste ser filho e não ter semelhança alguma com o pai.

Neste caso levantado no texto, que vantagem tem ser filho de Deus e não se parecer nenhum pouco com ele? Não manifestar sua beleza, seu amor, sua graça?

A única vantagem é que quando eu morrer serei salvo.

- Só isso; existe apenas há uma vantagem e só poderei gozar desta única vantagem de ser “filho de Deus” quando eu morrer? Esse é realmente o único beneficio de ser filho de Deus?

Mas para agora, hoje; não há vantagem alguma?

Recebi há algum tempo um e-mail que contava a história de um homem que vivia pedindo esmola assentado sob uma pedra, este já era conhecido por todos daquela comunidade. Quando faleceu todos resolveram fazer seu enterro, decidiram então enterrá-lo embaixo da pedra na qual ele viveu a vida assentado a esmolar. A pedra foi retirada e encontrou-se um tesouro incalculável, para ironia de todos e daquele que viveu a vida esmolando sem saber que estava sob um tesouro incalculável.

Aceitar a Cristo somente para não ir para o Inferno quando morrer é pedir esmola, sem saber que está sob um tesouro incalculável.

Miserável salvo que sou; pois vivi minha vida a esmolar. Hoje busco o verdadeiro tesouro que se encontra sob a pedra, que é a grandeza e o calibre daqueles que foram colocados a sua direita por dar de comer ao faminto, de beber ao que estava sedento, por vestir ao desnudo e por visitar ao doente e ao preso sem saber que estes eram o próprio Deus.

Por Leonardo Pessoa

A IGREJA DE JESUS III

A essência


A essência de uma igreja não está na qualidade de sua liturgia, de suas celebrações coletivas, não está na excelência de sua estrutura operacional, na qualidade de sua gestão em nada disto. A essência de uma igreja está no fato de ser ela uma comunidade, pois está é a grande evidência da presença do espírito santo.

Em Atos 2 quando o espírito santo é derramado àquela multidão que está no cenáculo e em volta dele se torna comunidade, e o autor de atos descreve como vive esta comunidade. Se dedicando ao ensino dos apóstolos, a comunhão e as orações. Vendem suas propriedades e bens e distribuem entre si conforme a necessidade de cada um.
Baseando-me no fato de que hoje sou a morada do Espírito. Se o espírito de Deus não tiver liberdade de atuar dentro de mim, irei prejudicar toda comunidade, todos serão prejudicados porque “eu” não estou cheio do Espírito santo.

A fé cristã é uma fé comunitária, mais que começa no individuo, ou seja, toda comunidade depende de você, toda comunidade depende de mim, toda comunidade depende de cada um de nós pessoalmente.
Na fé cristã não existe a afirmação de que “meus problemas são meus problemas, e ninguém tem nada a ver com isso”. Essa lógica não existe na cabeça de um Deus que é triuno, Deus não raciocina com a lógica do individualismo.
Humildemente afirmo que, Deus raciocina com a lógica da pessoalidade individual, porém uma pessoalidade que se manifesta na comunidade e que existe para gerar comunidade.

Devemos pensar que conceitos como individualismo, não são conhecidos para Deus.
Toda vez que chegamos diante de Deus, ele pergunta: onde está teu irmão?

E se nossa fala é igual a de Caim: Sou eu porventura guardador do meu irmão? Ele nos diz: É sim.
 Ninguém entra na presença de Deus sozinho, porque não somos seres únicos, somos uma comunidade, somos uma família, somos comunidade de partilha. Este é o grande milagre da ressurreição de Cristo e do derramar do seu espírito santo.

Por esta razão nossa oração deve ser; Deus conceda-nos que sejamos um corpo só, em ti.
E assim infinitamente mais do que pedimos ou pensamos é o pensamento que teremos.

Será que conseguiremos ser este corpo? Será que é possível este tipo de relacionamento? Será que essa comunhão é realmente possível? Segundo a afirmação de Paulo em Efésios 3:20 sim. “Ele é poderoso para fazer infinitamente mais do que pedimos ou pensamos conforme o seu poder que já opera em nós”. Então qual é o problema?

O grande problema é que em relação a isto nem se quer pensamos, quanto mais pedimos. A maioria de nós pensa em si, não pensa em ser este santuário comunitário, a maioria de nós pensa em como é que esse Deus pode me ajudar, e não em como eu posso manifestá-lo.

O problema não é o poder que em nos opera, mas o que pedimos ou pensamos. Porque com tantas orações importantes pra fazer, referentes às lutas diárias sobre as contas que temos de pagar, bênçãos pessoais, etc. Que a igreja só é lembrada no momento em que estamos no culto.

E a igreja deixa de ser um projeto, e passa a ser um lugar. Não é a toa que o cristão adora o templo. Existem varias pessoas que se você disser que não a necessidade de um templo para se reunir, dizendo que é possível nos reunirmos em comunhão na casa de algum irmão; provavelmente você pode ser agredido verbal e fisicamente. Por que este dirá: O que? E a casa de Deus?
 Esquecendo que a casa de Deus somos nós. Perdemos a visão exposta por Paulo, foi aqui que saímos do caminho esquecemos o real projeto de Cristo.
O projeto de Cristo é construir uma casa para Deus, porque um Deus vivo só pode morar em uma casa viva. O escritor Paulo Brabo disse um vez que “Deus não se contentou em habitar apenas um filho”.
A igreja teria de ser a restauração da humanidade. Não da humanidade como única salvação de muitos indivíduos, mas porque é a retomada do “conceito” de humanidade, onde não há distinção de etnia, raça, sexo, onde todos são um em Cristo Jesus.

A igreja é o fim das nacionalidades, onde trêmula apenas uma bandeira, a da humanidade.

Por Leonardo Pessoa

A IGREJA DE JESUS II


O Projeto

Em pleno Israel, numa época onde havia opressão, angústia e violência, aparece uma comunidade que realmente se amava, que não competiam entre si, que não disputavam entre si por coisa alguma, de pessoas que não buscavam os próprios interesses. Imagine o choque que foi isso naquela sociedade, uma sociedade marcada por brigas religiosas.

"E todos continuavam firmes, seguindo os ensinamentos dos apóstolos, vivendo em amor cristão, partindo o pão juntos e fazendo orações. Em cada alma havia temor, e muitos prodígios e sinais eram feitos pelos apóstolos.Todos os que criam estavam unidos e tinham tudo em comum. E vendiam suas propriedades e bens e os repartiam por todos, segundo a necessidade de cada um. E, perseverando unânimes todos os dias no templo, e partindo o pão em casa, comiam com alegria e singeleza de coração, louvando a Deus, e caindo na graça de todo o povo. E cada dia acrescentava-lhes o Senhor os que iam sendo salvos". (Atos 2:42-47)


Um país dividido, os partidos políticos em Israel eram vários, elem representavam uma forma de ser Israel e uma forma de pensar Deus e de agir em relação a Deus.

 Essênios: Reclusos, se julgavam puros e não se envolviam com nada nem com ninguém.

 Fariseus: Que eram extremamente judiciosos estavam o tempo todo analisando todas as pessoas, todas as manifestações e suas ações, para ver se esses se encaixavam ou não na doutrina, se isto estava ou não correto, se era ou não correto, era ou não a vontade de Deus.

 Saduceus: Tinham um pacto com os romanos, que eram o partido dos sacerdotes dos que estavam no poder, e estavam aliados aos romanos, isto por que se observamos a história o sumo sacerdote Caifás era na verdade títere de Anás, que era *títere  de um imperador romano.

Zelotes: Revolucionários que queriam de certa forma, tomar o poder; queriam destruir a força do império romano, eram contra tudo o que estava oposto a eles contra todos os outros partidos.

Romanos: Estavam presentes em grande número, as legiões romanas andando para cima e para baixo nas estradas, Israel era um entroncamento todos passavam por ali, os romanos oprimiam as pessoas dali, sem respeito algum por ninguém. Obedeciam a um rei **suserano que na ancia de agradar o imperador Tibério César, aumentava os impostos dos judeus de forma abusiva principalmente para os pescadores, porque deseja conquistar do imperador o titulo de governador de todo Israel, e para isto tinha de engordar os cofres do império, destruindo assim as reservas do seu país.

E no meio de tudo isto, da violência com pessoas com medo de andar nas estradas sendo assaltados atacados, pessoas passando fome, miséria, aparece uma comunidade de pessoas que realmente se amavam, de pessoas que buscavam os interesses uns dos outros e não seus próprios interesses, de pessoas que se abençoavam mutuamente. Amavam de verdade, se abraçavam de verdade não estavam correndo atrás de nenhuma benção. Abriam suas casa para receber os irmãos e celebravam uns com os outros, e se abençoavam mutuamente, repartiam as coisas entre si, não porque houvesse uma doutrina que os orientasse a fazer isto, mas por que eram movidos por um amor que os impedia de ficar calados e omissos diante do sofrimento alheio está era a igreja de Jerusalém.


Esse deveria ser o "projeto da igreja", viver em comunidade, numa comunidade formada por pessoas que realmente se amam, de pessoas que tem prazer em estar com o outro, e que tem prazer em receber o outro, que tem prazer em partilhar em abençoar e ser abençoado. De pessoas que abrem o coração e repeitam os de coração aberto, que não estão preocupadas em que está certo ou errado mas em saber se este está bem ou mal se le está sofrendo se ele está alegre se está vivo, se se recuperou, pessoas que estavam preocupadas umas com as outras.


A socidade daquela época e de hoje entra em choque quando vê uma comunidade, quando vê um grupo de pessoas se amando, é a profunda conciência de que existe um outro jeito de viver, que existe uma outra forma de se relacionar, existe outra forma de ver a pessoa que está ao meu lado, e que mais do que saber se ela está certa ou errada é meu dever ajudar a ela encontrar o real sentido pra vida, a alegrai de viver e de ter esperança.

*Marionete; boneco controlado por cordas; pessoa sem personalidade que obedece às ordens de outra pessoa.
**Como no feudalismo, um senhor feudal que tinha domínio sobre um feudo.

Leonardo Pessoa

A IGREJA DE JESUS I


A Fundação

Mateus 16 registra uma conversa de Jesus com seus discípulos quando eles estavam numa terra bem distante chamada Cesaréia que ficava a noroeste de Israel, enquanto caminhava Jesus fez uma pergunta:
O que o povo daqui diz sobre mim? O interessante é que Jesus estava perguntando sobre sua própria identidade, não a identidade que ele sabia ter, mas a identidade que o povo lhe atribuía. Quando você se relaciona com alguém, este relacionamento não é baseado na identidade que você possuí, mas na identidade que lhe foi atribuída.
Jesus está perguntando isso, qual é a identidade que o povo lhe atribuía. Os discípulos responderam:
Eles te consideram um profeta. Como Elias, Jeremias ou João batista.
Jesus não fez qualquer comentário. O povo o comparou a profetas bastante duros; os profetas mencionados pelo povo eram profetas duros que levaram a Israel pensar seriamente sobre a sua vocação, seu chamado por parte de Deus. Mas eles erraram ao atribuir a Jesus somente o status de profeta, mas além de terem errado eles disseram mais sobre si que talvez gostassem de dizer. O que o povo disse sobre si mesmo ao fazer esta afirmação sobre quem achavam que era Jesus? Disseram que o importante do relacionamento deles com Jesus não era quem ele era mais o que podia fazer. Eles iam até Jesus buscar uma benção, buscar uma cura pra si, pros seus; por isso não importava muito quem Jesus era, importava sim o que ele podia fazer.
Será que ele pode curar meu filho? Pode multiplicar pães pra mim?
Ali se formou uma igreja, a igreja da multidão, aquela que não está nem um pouco interessada no que Jesus é ou representa desde que ele possa fazer o milagre. Quer receber de Jesus tudo o que puder. Esta igreja tem se proliferado no Brasil e no mundo, uma de suas características é ensinar como usufruir o máximo de Jesus pra si, obter dele todas as bênçãos possíveis que seu poder pode conceder. Qual foi a reação de Jesus ao comentário do povo?
Nenhuma; Jesus não reagiu. E como se ele tentasse dizer; que não há o que comentar.Diante deste tipo de postura não há o que comentar, há sim o que lamentar. Como ele não era de lamentos, não disse nada e estendeu a pergunta a seus discípulos:
E vocês quem vocês acham que eu sou? Pedro imediatamente respondeu:
Tú és o Cristo o filho do Deus vivo!Essa foi uma resposta corretíssima porque foi inspirada por Deus, Jesus mesmo disse: Pedro você é um homem feliz, porque não foi a tua inteligência nem sua perspicácia que o fizeram você perceber isto, mas foi o meu pai que esta no céu que revelou pra você.
Aqui surge outra igreja, a igreja dos discípulos, a igreja que sabe quem é Jesus.
Qual é o significado da resposta de Pedro? Quando ele disse que Jesus era o Cristo, ele disse na verdade que Jesus era o escolhido por Deus para libertar o povo. Essa é uma ótima resposta, porque o povo que acreditava que viria um messias, achava que o Cristo seria o maior de todos os profetas. Mas Pedro disse mais, ele disse: O filho do Deus vivo! Trocando em miúdos é; o senhor é Deus que veio em carne e osso nos libertar. Essa resposta é perfeita. Quer dizer, Jesus é o ungido, o libertador, mas não só um mero libertador o senhor é o próprio Deus. Esta é à base da igreja dos discípulos, a igreja dos que sabem quem Jesus é. E isso muda todo o relacionamento que já haviam tido com Jesus; sabe por quê?
Porque a um líder seguimos, a um chefe obedecemos, um profeta ouvimos, de um mestre aprendemos, mas a um deus? Um deus a gente adora; não tem outra opção, deus ou você rejeita, ou você adora.
Quando Pedro disse: Tu és Deus que vieste em carne e osso para nos libertar, uau... Ele tinha criado um novo relacionamento com Deus, um novo relacionamento com Jesus. O qual era um relacionamento de adorador, se Jesus é Deus vamos adorá-lo. E Jesus disse: Você é Pedro e sobre esta “pedra” eu vou edificar a minha igreja.
E qual é a pedra? Você pode pensar que a pedra é Pedro, mas não é. A pedra é Jesus, do jeito que Pedro falou como ele era.
Então o que é a igreja de Jesus? É a reunião das pessoas que estão ensinando sobre esta pedra, ou seja, que viram que Jesus é Deus que veio em carne e osso para nos libertar e passam a ser adoradores de Jesus.
E o que significa ser adorador de Jesus? Será que ser adorador de Jesus significa montar uma banda, montar um grupo de louvor, ter uma oportunidade e falar algo no culto de domingo? O que é ser um adorar? Adorar é imitar! Foi isso que Paulo disse: sede meus imitadores como eu sou de Cristo. Quando você adora alguém você tenta imitá-lo você tenta parecer com ele, procura se vestir como ele, falar como ele ou como ela. Quem é que adora a Jesus? Aqueles que o imitam, e buscam imitá-lo, que olham pra ele como quem olha pra um espelho pra se acertar a imagem dele. E toda vez que olhamos pra Jesus com desejo de ser igual a ele, isso soa pro Espírito de Deus como uma oração, e uma oração que ele sempre atente.
O que penso é que a igreja é a reunião de pessoas que adoram a Jesus, de pessoas que querem ser iguais a ele, de pessoas que procuram imitá-lo no seu relacionamento com Deus, no seu relacionamento com o próximo, no seu relacionamento consigo mesmo. E de quantas pessoas são necessárias para que essa igreja surja? Duas ou três reunidas em torno de Jesus, para conhecê-lo melhor, para reverenciá-lo, para imitá-lo e para reproduzi-lo no seu dia-dia e nos seus conhecimentos. (Este texto é uma transliteração de uma mensagem de Ariovaldo Ramos) 


Por Leonardo Pessoa
Bibliografia:
Livros Repintando a igreja - Rob Bell
Multidão e discípulos: as duas igrejas da realidade
Mensagem Como escolher a igreja certa? - Ricardo Gondim
Ariovaldo Ramos - Mensagem

FIM DOS TEMPOS!


Qual é a última coisa que esperamos em qualquer tipo de relacionamento? O seu fim; não é verdade? Por isso é tão difícil entender o cristianismo. Por que o cristianismo seria, ou pelo menos a maioria das vezes é se anunciado assim, como uma relação que já se tem decretado o seu fim, alias, ao que se parece espera-se por ele.
Este elemento apocalíptico está presente desde o antigo testamento, isto fica claro se observarmos os profetas e os salmos que trazem uma mensagem acerca do “DIA DO SENHOR”, que é a intervenção de Deus na história humana para libertar Israel dos seus inimigos e estabelecer uma era de justiça e paz. O próprio Jesus manteve esta ênfase ao fazer da vinda iminente do reino de Deus a sua mensagem principal. Os apóstolos preservaram está convicção. Segundo eles o reino de Deus está presente, mais ainda não alcançou sua plenitude.
E essa permanente tensão tem feito com que os cristãos, a cada geração se preocupem com maior ou menos intensidade, com as questões referentes ao fim dos tempos.
Se analisarmos bem os evangelhos veremos que os seus próprios escritores tiveram dificuldade de assimilar este tema. No evangelho de Marcos capitulo 13 a impressão que o autor nos passa é que o “fim” viria com a destruição do templo, porém quando Mateus vai escrever o seu evangelho por volta do ano 70 a 80 d.C. o templo já tinha sido destruído e fim não havia chegado então ele dá um novo ressignificado a este fato dando a ênfase que o fim dos tempos viria quando ouvíssemos falar de rumores de guerras, de nação contra nação, quando houvesse fome, pestes e terremotos.
Da época que o evangelho foi escrito pra cá já ocorreram centenas de guerras duas só mundiais, dezenas de vírus diagnosticados, e mais um novo este mês o H1N1 a gripe suína, fome e terremotos são as manchetes dos jornais diários e o fim ainda não veio. Devo confessar que certos textos da bíblia me causam questionamentos sobre o fim vou citar um “Eis que estou convosco até a consumação dos séculos” (Mateus 28:20). Ora, Cristo está realmente conosco ou devemos esperá-lo num futuro escatológico?
O problema é que ficar esperando a vinda de Jesus no fim dos tempos pode ter se tornado uma distração que nos impede a relação com ele, aqui e agora!

“... varões galileus porque estais olhando para o céu?” As palavras daquele homem na ascensão de Cristo me desafiam a viver o hoje, e acredito que é isso que a palavra “fim” precisa causar dentro de nos. O próprio Pedro disse isso I Pedro 4:7-9 “O fim de todas as coisas está próximo. Por isso, sejam criteriosos e estejam alertas; dediquem-se à oração. Sobretudo, amem-se sinceramente uns aos outros, porque o amor perdoa muitíssimos pecados. Sejam hospitaleiros uns com os outros, sem reclamação”.
A certeza de que haverá um fim precisa causar dentro de nos questionamentos sobre como estamos vivendo o agora! Existe uma música do Paulinho Moska cantada pelo Lenine que diz exatamente isto, faço delas minhas palavras.
Meu amor, O que você faria. Se só te restasse um dia? Se o mundo fosse acabar me diz o que você faria?
Ia manter sua agenda, de almoço, hora, apatia? Ou esperar os seus amigos, na sua sala vazia.
Meu amor, o que você faria. Se só te restasse um dia? Se o mundo fosse acabar me diz o que você faria? Corria pr'um shooping Center, ou para uma academia?
Prá se esquecer que não dá tempo, o TEMPO que já se perdia...”


Por Leonardo Pessoa

NO QUE SE BASEIA SUA FÉ?


Como definimos fé? Fé é a firme convicção de que algo seja verdade, sem nenhuma prova de que este algo seja realmente verdade, pela absoluta confiança que depositamos neste algo ou alguém. O que é um choque para qualquer materialista. Muitas pessoas não acreditam no que não podem ver, são materialistas, mas o materialismo não é provado cientificamente sabia? Somente a física tem uma postura sobre o materialismo, e uma postura muito interessante.
Segundo a física a matéria é invisível, vou usar o exemplo de uma cadeira, não vemos a cadeira o que vemos segunda a física é a luz refletida na cadeira, porque se não houvesse luz não a veríamos. Ou seja, a cadeira não existe sem a luz. Como não existe se mesmo não a vendo posso tocá-la?
A matéria é feita de átomos, a superfície dos átomos são os elétrons, o que acontece se aproximar um elétron do outro? Eles se repelem, por quê? Por que tem a mesma carga, dois ímãs de mesma carga se repelem então quando você toca a matéria na verdade o que você sente como impressão tátil não é o toque, mas a força de repulsão eletrostática entre os elétrons. Existem uma camada elétrons na superfície do chão que pisamos e nós estamos flutuando sobre essa camada porque os nossos pés também são de elétrons, há uma repulsão eletrostática.
Se fosse possível tocar a matéria haveria fusão atômica, a cada aperto de mão haveria uma explosão, a cada abraço um quarteirão seria destruído ou o mundo. Segundo a física a matéria é então invisível e intangível, o materialista então acredita naquilo que ele não vê e naquilo que ele não toca. É necessário muita fé para ser um materialista.
A fé é uma parte essencial da vida diária. Confiamos em que as coisas operarão normalmente, e passamos o dia com tal confiança. Contudo, raramente pensamos nela nestes termos. Pense nisso. Quando comemos uma refeição, não confiamos naqueles que a prepararam? Se comprarmos alguma coisa no mercado e a comermos, não estaremos confiando que aqueles que a fizeram e a colocaram ali não a envenenaram? Quando um dos pais ou esposo põe uma refeição na mesa, quem não confia que um deles não pôs nela algo que nos matará? Não confiamos em outros membros da família quando vamos para a cama à noite? Confiamos que nossos amigos, nossos empregadores e outros são o que são. Não fazemos normalmente qualquer investigação científica, mas geralmente cremos e colocamos nossa fé em outros diariamente. Ficaríamos loucos se não fizéssemos isso.
Temos sucesso, empenhando nossa fé em atividades diárias e vivemos nossas vidas. É razoável viver deste modo? Mais uma vez, imagine como seria se não vivêssemos deste modo. Seria o caos, o desespero e a paranóia. De fato, argumentaríamos que não é razoável não viver deste modo. Quando se trata de fé em Deus, percebemos que não podemos provar cientificamente tudo, mas isto não muda a natureza razoável de nossa fé. A evidência existe, e confiamos nela. A fé é razoável quando apresentada com a evidência de um Criador. Não é razoável argumentar que a fé é oposta à ciência, uma vez que a própria ciência exige um grau de fé. Então, a posição razoável é que a fé é parte da vida; onde colocamos a nossa fé depende de como vemos a evidência que nos é apresentada.
Os cristãos e católicos são tidos mundialmente como um povo de fé, mas em que baseiam sua fé? Sua fé seria aquela baseada em milagres e maravilhas, em algo palpável como a dos materialistas? Espero que não, pois essa fé em si é muito pequena.
Precisamos é de uma fé que nos mova interiormente diante dos embates da vida, que nos dê coragem e força para que no dia em que houver um problema, uma aflição, uma frustração eu possa encará-los de outra forma. Precisamos de uma fé que não nos acovarde. O apostolo Pedro no dia em que foi afrontado, não sustentou sua fé e negou a Cristo, na bíblia em Lucas 22:54 diz: “Então, prendendo-o, o levaram Jesus e o introduziram na casa do sumo sacerdote. E Pedro seguia de longe.”
O interessante é que alguns versículos antes este mesmo Pedro é o ousado, quando ele estava no grupo dos apóstolos na presença de Jesus, quando achava que Cristo estava no controle da situação ele tira a espada da bainha, e vai pra cima dos soldados, ele é valente. Mas quando muda o cenário, Jesus está preso, o ambiente se torna hostil ai Pedro é hesitante ele caminha à distância.
Alguma vez você reparou que nos ambientes religiosos somos mais ousados, reparou que quando estamos em grupo fazemos coisas que jamais faríamos sozinhos, serve de exemplo uma torcida organizada, nossa fé e atos são ousados. Mas mude o ambiente, e vai ver como mudam as atitudes.
Precisamos transferir nossas convicções religiosas, nossa fé e nossos comportamentos religiosos para a arena da vida, porque não é em um espaço religioso que temos de demonstrar nossa fé, mas na vida diária, no corredor de uma UTI diante de um diagnostico contrário e frente a uma decepção. Pedro seguia Jesus agora a distância, não é mais o mesmo ele agora hesita e precisamos de uma fé que não hesite mediante as circunstâncias.
Precisamos de uma fé que não nos deixe conformar, em Lucas 22:55 “E, quando acenderam fogo no meio do pátio e juntos se assentaram, Pedro tomou lugar entre eles”. Veja agora não é mais uma fé que segue a distancia, agora é uma fé que se conforma, pois agora ele se atola no conformismo. O Salmo 1:1 diz: “Bem-aventurado o homem que 1°] não segue o conselho dos ímpios, 2°] não imita a conduta dos pecadores, 3°] nem se assenta na roda dos escarnecedores”. São os três degraus que Pedro desce; primeiro ele ouve, depois ele imita, então ele senta. Será que nossa fé tem força suficiente para não nos deixar assentar na roda dos escarnecedores?
As pressões sócias não podem nos influenciar roubando nossa capacidade de dizer não, ao que é contrario a nossa fé aos nossos valores, mas foi o que Pedro fez. Pedro está se aquecendo no fogo que foi aceso pelas pessoas que vão matar o seu senhor, pessoas que vão crucificar a Jesus o autor de sua fé. E como sair para jantar como o assassino do seu filho e fazer de conta que nada aconteceu, é assistir o discurso do ditador que matou o seu pai e ficar de pé e aplaudir o que ele disse. É isso que acontece com Pedro, se conforma se acomoda, é isso que nos acontece muitas vezes conosco. Nós precisamos de uma fé que não recue diante da circunstancias Hebreus 11: 38 diz:“Mas o justo viverá da fé; E, se ele recuar, a minha alma não tem prazer nele”. Se não obtivermos uma fé assim ela será mentirosa.
Por terem fé homens foram de encontro ao fogo sem a certeza do escape, apenas para manter-se fiel ao que acreditavam. Através da fé o homem percebe que só Deus pode, por isso deixa de ser um orgulhoso independente, mas ao mesmo tempo ela o leva a abandonar uma dependência infantil que busca soluções para tudo. A fé leva a pessoa a compreender que Deus a chamou para agir neste mundo com responsabilidade e não para aprender a evitar o mundo com suas contingências.Assim, através da fé o homem pode realizar Deus neste mundo e ouvir a celebre frase: a sua fé te salvou.
Por Leonardo Pessoa
Bibliografia
[Livros: Os Átomos - Editora: Salvat Editora do Brasil S.A – Autor: Amadeo Montoto / Física Moderna - Estrutura da Matéria – Editora: Campus - Autor: Francisco Caruso, Vitor Oguri / A Física – Editora: Loyola – Autor: Anna Hurwic]
Doy Moyer – A ciência da fé / Ricardo Gondim – Em que sua fé se sustenta / Eliel Batista – A fé produz mudanças.