A IGREJA DE JESUS I


A Fundação

Mateus 16 registra uma conversa de Jesus com seus discípulos quando eles estavam numa terra bem distante chamada Cesaréia que ficava a noroeste de Israel, enquanto caminhava Jesus fez uma pergunta:
O que o povo daqui diz sobre mim? O interessante é que Jesus estava perguntando sobre sua própria identidade, não a identidade que ele sabia ter, mas a identidade que o povo lhe atribuía. Quando você se relaciona com alguém, este relacionamento não é baseado na identidade que você possuí, mas na identidade que lhe foi atribuída.
Jesus está perguntando isso, qual é a identidade que o povo lhe atribuía. Os discípulos responderam:
Eles te consideram um profeta. Como Elias, Jeremias ou João batista.
Jesus não fez qualquer comentário. O povo o comparou a profetas bastante duros; os profetas mencionados pelo povo eram profetas duros que levaram a Israel pensar seriamente sobre a sua vocação, seu chamado por parte de Deus. Mas eles erraram ao atribuir a Jesus somente o status de profeta, mas além de terem errado eles disseram mais sobre si que talvez gostassem de dizer. O que o povo disse sobre si mesmo ao fazer esta afirmação sobre quem achavam que era Jesus? Disseram que o importante do relacionamento deles com Jesus não era quem ele era mais o que podia fazer. Eles iam até Jesus buscar uma benção, buscar uma cura pra si, pros seus; por isso não importava muito quem Jesus era, importava sim o que ele podia fazer.
Será que ele pode curar meu filho? Pode multiplicar pães pra mim?
Ali se formou uma igreja, a igreja da multidão, aquela que não está nem um pouco interessada no que Jesus é ou representa desde que ele possa fazer o milagre. Quer receber de Jesus tudo o que puder. Esta igreja tem se proliferado no Brasil e no mundo, uma de suas características é ensinar como usufruir o máximo de Jesus pra si, obter dele todas as bênçãos possíveis que seu poder pode conceder. Qual foi a reação de Jesus ao comentário do povo?
Nenhuma; Jesus não reagiu. E como se ele tentasse dizer; que não há o que comentar.Diante deste tipo de postura não há o que comentar, há sim o que lamentar. Como ele não era de lamentos, não disse nada e estendeu a pergunta a seus discípulos:
E vocês quem vocês acham que eu sou? Pedro imediatamente respondeu:
Tú és o Cristo o filho do Deus vivo!Essa foi uma resposta corretíssima porque foi inspirada por Deus, Jesus mesmo disse: Pedro você é um homem feliz, porque não foi a tua inteligência nem sua perspicácia que o fizeram você perceber isto, mas foi o meu pai que esta no céu que revelou pra você.
Aqui surge outra igreja, a igreja dos discípulos, a igreja que sabe quem é Jesus.
Qual é o significado da resposta de Pedro? Quando ele disse que Jesus era o Cristo, ele disse na verdade que Jesus era o escolhido por Deus para libertar o povo. Essa é uma ótima resposta, porque o povo que acreditava que viria um messias, achava que o Cristo seria o maior de todos os profetas. Mas Pedro disse mais, ele disse: O filho do Deus vivo! Trocando em miúdos é; o senhor é Deus que veio em carne e osso nos libertar. Essa resposta é perfeita. Quer dizer, Jesus é o ungido, o libertador, mas não só um mero libertador o senhor é o próprio Deus. Esta é à base da igreja dos discípulos, a igreja dos que sabem quem Jesus é. E isso muda todo o relacionamento que já haviam tido com Jesus; sabe por quê?
Porque a um líder seguimos, a um chefe obedecemos, um profeta ouvimos, de um mestre aprendemos, mas a um deus? Um deus a gente adora; não tem outra opção, deus ou você rejeita, ou você adora.
Quando Pedro disse: Tu és Deus que vieste em carne e osso para nos libertar, uau... Ele tinha criado um novo relacionamento com Deus, um novo relacionamento com Jesus. O qual era um relacionamento de adorador, se Jesus é Deus vamos adorá-lo. E Jesus disse: Você é Pedro e sobre esta “pedra” eu vou edificar a minha igreja.
E qual é a pedra? Você pode pensar que a pedra é Pedro, mas não é. A pedra é Jesus, do jeito que Pedro falou como ele era.
Então o que é a igreja de Jesus? É a reunião das pessoas que estão ensinando sobre esta pedra, ou seja, que viram que Jesus é Deus que veio em carne e osso para nos libertar e passam a ser adoradores de Jesus.
E o que significa ser adorador de Jesus? Será que ser adorador de Jesus significa montar uma banda, montar um grupo de louvor, ter uma oportunidade e falar algo no culto de domingo? O que é ser um adorar? Adorar é imitar! Foi isso que Paulo disse: sede meus imitadores como eu sou de Cristo. Quando você adora alguém você tenta imitá-lo você tenta parecer com ele, procura se vestir como ele, falar como ele ou como ela. Quem é que adora a Jesus? Aqueles que o imitam, e buscam imitá-lo, que olham pra ele como quem olha pra um espelho pra se acertar a imagem dele. E toda vez que olhamos pra Jesus com desejo de ser igual a ele, isso soa pro Espírito de Deus como uma oração, e uma oração que ele sempre atente.
O que penso é que a igreja é a reunião de pessoas que adoram a Jesus, de pessoas que querem ser iguais a ele, de pessoas que procuram imitá-lo no seu relacionamento com Deus, no seu relacionamento com o próximo, no seu relacionamento consigo mesmo. E de quantas pessoas são necessárias para que essa igreja surja? Duas ou três reunidas em torno de Jesus, para conhecê-lo melhor, para reverenciá-lo, para imitá-lo e para reproduzi-lo no seu dia-dia e nos seus conhecimentos. (Este texto é uma transliteração de uma mensagem de Ariovaldo Ramos) 


Por Leonardo Pessoa
Bibliografia:
Livros Repintando a igreja - Rob Bell
Multidão e discípulos: as duas igrejas da realidade
Mensagem Como escolher a igreja certa? - Ricardo Gondim
Ariovaldo Ramos - Mensagem

FIM DOS TEMPOS!


Qual é a última coisa que esperamos em qualquer tipo de relacionamento? O seu fim; não é verdade? Por isso é tão difícil entender o cristianismo. Por que o cristianismo seria, ou pelo menos a maioria das vezes é se anunciado assim, como uma relação que já se tem decretado o seu fim, alias, ao que se parece espera-se por ele.
Este elemento apocalíptico está presente desde o antigo testamento, isto fica claro se observarmos os profetas e os salmos que trazem uma mensagem acerca do “DIA DO SENHOR”, que é a intervenção de Deus na história humana para libertar Israel dos seus inimigos e estabelecer uma era de justiça e paz. O próprio Jesus manteve esta ênfase ao fazer da vinda iminente do reino de Deus a sua mensagem principal. Os apóstolos preservaram está convicção. Segundo eles o reino de Deus está presente, mais ainda não alcançou sua plenitude.
E essa permanente tensão tem feito com que os cristãos, a cada geração se preocupem com maior ou menos intensidade, com as questões referentes ao fim dos tempos.
Se analisarmos bem os evangelhos veremos que os seus próprios escritores tiveram dificuldade de assimilar este tema. No evangelho de Marcos capitulo 13 a impressão que o autor nos passa é que o “fim” viria com a destruição do templo, porém quando Mateus vai escrever o seu evangelho por volta do ano 70 a 80 d.C. o templo já tinha sido destruído e fim não havia chegado então ele dá um novo ressignificado a este fato dando a ênfase que o fim dos tempos viria quando ouvíssemos falar de rumores de guerras, de nação contra nação, quando houvesse fome, pestes e terremotos.
Da época que o evangelho foi escrito pra cá já ocorreram centenas de guerras duas só mundiais, dezenas de vírus diagnosticados, e mais um novo este mês o H1N1 a gripe suína, fome e terremotos são as manchetes dos jornais diários e o fim ainda não veio. Devo confessar que certos textos da bíblia me causam questionamentos sobre o fim vou citar um “Eis que estou convosco até a consumação dos séculos” (Mateus 28:20). Ora, Cristo está realmente conosco ou devemos esperá-lo num futuro escatológico?
O problema é que ficar esperando a vinda de Jesus no fim dos tempos pode ter se tornado uma distração que nos impede a relação com ele, aqui e agora!

“... varões galileus porque estais olhando para o céu?” As palavras daquele homem na ascensão de Cristo me desafiam a viver o hoje, e acredito que é isso que a palavra “fim” precisa causar dentro de nos. O próprio Pedro disse isso I Pedro 4:7-9 “O fim de todas as coisas está próximo. Por isso, sejam criteriosos e estejam alertas; dediquem-se à oração. Sobretudo, amem-se sinceramente uns aos outros, porque o amor perdoa muitíssimos pecados. Sejam hospitaleiros uns com os outros, sem reclamação”.
A certeza de que haverá um fim precisa causar dentro de nos questionamentos sobre como estamos vivendo o agora! Existe uma música do Paulinho Moska cantada pelo Lenine que diz exatamente isto, faço delas minhas palavras.
Meu amor, O que você faria. Se só te restasse um dia? Se o mundo fosse acabar me diz o que você faria?
Ia manter sua agenda, de almoço, hora, apatia? Ou esperar os seus amigos, na sua sala vazia.
Meu amor, o que você faria. Se só te restasse um dia? Se o mundo fosse acabar me diz o que você faria? Corria pr'um shooping Center, ou para uma academia?
Prá se esquecer que não dá tempo, o TEMPO que já se perdia...”


Por Leonardo Pessoa

NO QUE SE BASEIA SUA FÉ?


Como definimos fé? Fé é a firme convicção de que algo seja verdade, sem nenhuma prova de que este algo seja realmente verdade, pela absoluta confiança que depositamos neste algo ou alguém. O que é um choque para qualquer materialista. Muitas pessoas não acreditam no que não podem ver, são materialistas, mas o materialismo não é provado cientificamente sabia? Somente a física tem uma postura sobre o materialismo, e uma postura muito interessante.
Segundo a física a matéria é invisível, vou usar o exemplo de uma cadeira, não vemos a cadeira o que vemos segunda a física é a luz refletida na cadeira, porque se não houvesse luz não a veríamos. Ou seja, a cadeira não existe sem a luz. Como não existe se mesmo não a vendo posso tocá-la?
A matéria é feita de átomos, a superfície dos átomos são os elétrons, o que acontece se aproximar um elétron do outro? Eles se repelem, por quê? Por que tem a mesma carga, dois ímãs de mesma carga se repelem então quando você toca a matéria na verdade o que você sente como impressão tátil não é o toque, mas a força de repulsão eletrostática entre os elétrons. Existem uma camada elétrons na superfície do chão que pisamos e nós estamos flutuando sobre essa camada porque os nossos pés também são de elétrons, há uma repulsão eletrostática.
Se fosse possível tocar a matéria haveria fusão atômica, a cada aperto de mão haveria uma explosão, a cada abraço um quarteirão seria destruído ou o mundo. Segundo a física a matéria é então invisível e intangível, o materialista então acredita naquilo que ele não vê e naquilo que ele não toca. É necessário muita fé para ser um materialista.
A fé é uma parte essencial da vida diária. Confiamos em que as coisas operarão normalmente, e passamos o dia com tal confiança. Contudo, raramente pensamos nela nestes termos. Pense nisso. Quando comemos uma refeição, não confiamos naqueles que a prepararam? Se comprarmos alguma coisa no mercado e a comermos, não estaremos confiando que aqueles que a fizeram e a colocaram ali não a envenenaram? Quando um dos pais ou esposo põe uma refeição na mesa, quem não confia que um deles não pôs nela algo que nos matará? Não confiamos em outros membros da família quando vamos para a cama à noite? Confiamos que nossos amigos, nossos empregadores e outros são o que são. Não fazemos normalmente qualquer investigação científica, mas geralmente cremos e colocamos nossa fé em outros diariamente. Ficaríamos loucos se não fizéssemos isso.
Temos sucesso, empenhando nossa fé em atividades diárias e vivemos nossas vidas. É razoável viver deste modo? Mais uma vez, imagine como seria se não vivêssemos deste modo. Seria o caos, o desespero e a paranóia. De fato, argumentaríamos que não é razoável não viver deste modo. Quando se trata de fé em Deus, percebemos que não podemos provar cientificamente tudo, mas isto não muda a natureza razoável de nossa fé. A evidência existe, e confiamos nela. A fé é razoável quando apresentada com a evidência de um Criador. Não é razoável argumentar que a fé é oposta à ciência, uma vez que a própria ciência exige um grau de fé. Então, a posição razoável é que a fé é parte da vida; onde colocamos a nossa fé depende de como vemos a evidência que nos é apresentada.
Os cristãos e católicos são tidos mundialmente como um povo de fé, mas em que baseiam sua fé? Sua fé seria aquela baseada em milagres e maravilhas, em algo palpável como a dos materialistas? Espero que não, pois essa fé em si é muito pequena.
Precisamos é de uma fé que nos mova interiormente diante dos embates da vida, que nos dê coragem e força para que no dia em que houver um problema, uma aflição, uma frustração eu possa encará-los de outra forma. Precisamos de uma fé que não nos acovarde. O apostolo Pedro no dia em que foi afrontado, não sustentou sua fé e negou a Cristo, na bíblia em Lucas 22:54 diz: “Então, prendendo-o, o levaram Jesus e o introduziram na casa do sumo sacerdote. E Pedro seguia de longe.”
O interessante é que alguns versículos antes este mesmo Pedro é o ousado, quando ele estava no grupo dos apóstolos na presença de Jesus, quando achava que Cristo estava no controle da situação ele tira a espada da bainha, e vai pra cima dos soldados, ele é valente. Mas quando muda o cenário, Jesus está preso, o ambiente se torna hostil ai Pedro é hesitante ele caminha à distância.
Alguma vez você reparou que nos ambientes religiosos somos mais ousados, reparou que quando estamos em grupo fazemos coisas que jamais faríamos sozinhos, serve de exemplo uma torcida organizada, nossa fé e atos são ousados. Mas mude o ambiente, e vai ver como mudam as atitudes.
Precisamos transferir nossas convicções religiosas, nossa fé e nossos comportamentos religiosos para a arena da vida, porque não é em um espaço religioso que temos de demonstrar nossa fé, mas na vida diária, no corredor de uma UTI diante de um diagnostico contrário e frente a uma decepção. Pedro seguia Jesus agora a distância, não é mais o mesmo ele agora hesita e precisamos de uma fé que não hesite mediante as circunstâncias.
Precisamos de uma fé que não nos deixe conformar, em Lucas 22:55 “E, quando acenderam fogo no meio do pátio e juntos se assentaram, Pedro tomou lugar entre eles”. Veja agora não é mais uma fé que segue a distancia, agora é uma fé que se conforma, pois agora ele se atola no conformismo. O Salmo 1:1 diz: “Bem-aventurado o homem que 1°] não segue o conselho dos ímpios, 2°] não imita a conduta dos pecadores, 3°] nem se assenta na roda dos escarnecedores”. São os três degraus que Pedro desce; primeiro ele ouve, depois ele imita, então ele senta. Será que nossa fé tem força suficiente para não nos deixar assentar na roda dos escarnecedores?
As pressões sócias não podem nos influenciar roubando nossa capacidade de dizer não, ao que é contrario a nossa fé aos nossos valores, mas foi o que Pedro fez. Pedro está se aquecendo no fogo que foi aceso pelas pessoas que vão matar o seu senhor, pessoas que vão crucificar a Jesus o autor de sua fé. E como sair para jantar como o assassino do seu filho e fazer de conta que nada aconteceu, é assistir o discurso do ditador que matou o seu pai e ficar de pé e aplaudir o que ele disse. É isso que acontece com Pedro, se conforma se acomoda, é isso que nos acontece muitas vezes conosco. Nós precisamos de uma fé que não recue diante da circunstancias Hebreus 11: 38 diz:“Mas o justo viverá da fé; E, se ele recuar, a minha alma não tem prazer nele”. Se não obtivermos uma fé assim ela será mentirosa.
Por terem fé homens foram de encontro ao fogo sem a certeza do escape, apenas para manter-se fiel ao que acreditavam. Através da fé o homem percebe que só Deus pode, por isso deixa de ser um orgulhoso independente, mas ao mesmo tempo ela o leva a abandonar uma dependência infantil que busca soluções para tudo. A fé leva a pessoa a compreender que Deus a chamou para agir neste mundo com responsabilidade e não para aprender a evitar o mundo com suas contingências.Assim, através da fé o homem pode realizar Deus neste mundo e ouvir a celebre frase: a sua fé te salvou.
Por Leonardo Pessoa
Bibliografia
[Livros: Os Átomos - Editora: Salvat Editora do Brasil S.A – Autor: Amadeo Montoto / Física Moderna - Estrutura da Matéria – Editora: Campus - Autor: Francisco Caruso, Vitor Oguri / A Física – Editora: Loyola – Autor: Anna Hurwic]
Doy Moyer – A ciência da fé / Ricardo Gondim – Em que sua fé se sustenta / Eliel Batista – A fé produz mudanças.

O DRAMA DE ASAFE

"Na verdade, Deus é bom para o povo de Israel, ele é bom para aqueles que têm um coração puro. (2-3) Porém, quando vi que tudo ia bem para os orgulhosos e os maus, quase perdi a confiança em Deus porque fiquei com inveja deles. (2-3) Porém, quando vi que tudo ia bem para os orgulhosos e os maus, quase perdi a confiança em Deus porque fiquei com inveja deles. Os maus não sofrem; eles são fortes e cheios de saúde. Eles não sofrem como os outros sofrem, nem têm as aflições que os outros têm. Por isso, usam o orgulho como se fosse um colar e a violência, como uma capa. O coração deles está cheio de maldade, e a mente deles só vive fazendo planos perversos. Eles gostam de caçoar e só falam de coisas más. São orgulhosos e fazem planos para explorar os outros. Falam mal de Deus, que está no céu, e com orgulho dão ordens às pessoas aqui na terra. Assim o povo de Deus vai atrás deles e crê no que eles dizem. Eles afirmam: "Deus não vai saber disso; o Altíssimo não descobrirá nada!" Os maus são assim: eles têm muito e ficam cada vez mais ricos. Parece que não adiantou nada eu me conservar puro e ter as mãos limpas de pecado. Pois tu, ó Deus, me tens feito sofrer o dia inteiro, e todas as manhãs me castigas. Se eu tivesse falado como os maus, teria traído o teu povo. Então eu me esforcei para entender essas coisas, mas isso era difícil demais para mim. Porém, quando fui ao teu Templo, entendi o que acontecerá no fim com os maus. Tu os pões em lugares onde eles escorregam e fazes com que caiam mortos. Eles são destruídos num momento e têm um fim horrível. Quando te levantas Senhor, tu não te lembras dos maus, pois eles são como um sonho que a gente esquece quando acorda de manhã. O meu coração estava cheio de amargura, e eu fiquei revoltado. Eu não podia compreender, ó Deus; era como um animal, sem entendimento. No entanto, estou sempre contigo, e tu me seguras pela mão. Tu me guias com os teus conselhos e no fim me receberás com honras. No céu, eu só tenho a ti. E, se tenho a ti, que mais poderia querer na terra? Ainda que a minha mente e o meu corpo enfraqueçam, Deus é a minha força, ele é tudo o que sempre preciso. Os que se afastam de ti certamente morrerão, e tu destruirás os que são infiéis a ti. Mas, quanto a mim, como é bom estar perto de Deus! Faço do Senhor Eterno o meu refúgio e anuncio tudo o que ele tem feito". (Salmos 73:1-28 BIBLIA).

Essa história está registrada no salmo 73 da Bíblia Sagrada. Ela possui quatro capítulos fascinantes e tem como protagonista um homem chamado Asafe. Este Asafe tinha como profissão cuidar da música que as pessoas cantavam na igreja. Ele era um músico excepcional e se esmerava em tocar, ensinar e reger durante os cultos. Também era um compositor extraordinário. A presença de Asafe na igreja era sinal de arte, sensibilidade e arrebatadora espiritualidade no louvor ao Senhor. Em I Crônicas 25 vemos que Asafe já tinha filhos músicos que prestavam serviço no Templo. Provavelmente já deveria ser homem maduro quando escreveu este salmo.

E este salmo revela uma humanidade incrível – somos nós mesmos!
Todas nossas dúvidas existenciais estão ali... E não só as nossas! Muitas pessoas, cristãos ou não, questionam a existência de Deus quando perguntam: “Se Deus existe e é bom, porque permite tanto sofrimento no mundo?”
Como qualquer pessoa antenada com o seu tempo, o nosso personagem também conseguia fazer esta leitura crítica dos fatos sociais à sua volta. Ele não era alienado. A música sacra era a sua missão, mas isso não excluía o entendimento e a preocupação com as questões, inquietações e o drama da vida.

Veja mais ou menos o que o que Asafe sentia:
Imagine-se “liso, sem dinheiro” e, de repente, você está dentro de um ônibus lotado (desses que se tirar o pé do chão, não tem mais lugar onde colocar) e passa um “pagão” ,que você sabe não ter bons princípios, numa BMW último tipo com os vidros fechados e o ar condicionado ligado...
Bem, é melhor parar de olhar. Sabe por quê? Quando fazemos isso corremos o risco de cobiçar o estilo de vida nababesco de pessoas sem os mesmos absolutos morais, espirituais, etc... que nós temos.
E aí, ficamos iguais ao salmista: meu coração estava cheio de amargura, e eu fiquei revoltado. Ou quando ele diz: - Parece que não adiantou nada eu me conservar puro e ter as mãos limpas de pecado. Que é o mesmo que dizer: Não vale a pena ser honesto! Não existe retorno financeiro para uma pessoa que quer ter um caráter integro.

Então Asafe percebe que seus pensamentos o estavam guiando a um caminho escorregadio; na realidade faltava muito pouco para que abandonasse a fé. A lição que daí extraímos é a de que mesmo os homens mais firmes e ortodoxos podem enfrentar momentos terríveis de conflito filosófico e teológico.
O salmista nos transmite ainda duas lições: a primeira delas é que não devemos nos desesperar quando porventura nos vemos assolados por esse tipo de sentimento em relação à justiça e à bondade de Deus; a outra se refere à necessidade de sermos mais amorosos e compreensivos para com aqueles que são surpreendidos pela dúvida.”

Provavelmente Asafe nem podia comentar suas dúvidas com seus irmãos, pois receava ser julgado como cético e apóstata: - Se eu tivesse falado como os maus, teria traído o teu povo. Então eu me esforcei para entender essas coisas, mas isso era difícil demais para mim. Provavelmente existem muitas pessoas, muitos “Asafes” nesta situação - têm dificuldade de expor esses sentimentos com medo do julgamento de seus irmãos e sofrem calados. Por isso é que acho que este é um salmo especialmente “libertador”.

Asafe estava no “quase” da fé: "quase perdi a confiança em Deus porque fiquei com inveja deles".
Asafe estava no “quase” existencial: "Então eu me esforcei para entender essas coisas, mas isso era difícil demais para mim".

O que aprendemos com Asafe.
Asafe mesmo nos seus “quases” não deixou sua fé.
Foi na ida ao Templo que sua percepção mudou: "Porém, quando fui ao teu Templo, entendi..."

Asafe entendeu: "entendi o que acontecerá no fim com os maus. Quando te levantas Senhor, tu não te lembras dos maus, pois eles são como um sonho que a gente esquece quando acorda de manhã. ... Pois eles são como um sonho que a gente esquece quando acorda de manhã.
O chão não é tão firme como alguns pensam que é. De repente, fica muito escorregadio, a queda é certa. Nem o dinheiro, nem o poder, nem a fama são suficientes para defenderem o perverso diante do AMOR Divino".
Como Asafe finalmente se posicionou?
E enquanto isso, Asafe preferiu estar junto a Deus, com PROSPERIDADE ou NÃO.
“Mas, quanto a mim, como é bom estar perto de Deus! Faço do Senhor Eterno o meu refúgio e anuncio tudo o que ele tem feito”.

Caio Fábio No livro; No Divã com Caio Fábio diz:
“Digo aos “Asafes contemporâneos” o seguinte: a grande manifestação de Deus no tempo presente não é enriquecer o cristão ou empobrecer o incrédulo, mas conservar no caminho que conduz ao verdadeiro e incorruptível tesouro pessoas tão frágeis como eu e você.
Que Deus nos ajude a não ambicionar a prosperidade dos maus, mas a substituir tal perspectiva pelo saudável desejo de lhe sermos fiéis no tempo presente, a fim de recebermos no céu a coroa da vida.”

Por Leonardo Pessoa

DENTRO DE VOCÊ...

Há algum tempo, um vendedor de balões infláveis vendia seu produto em uma movimentada praça. Quando as vendas diminuíam, soltava um desses balões.Ao flutuar no ar, despertava a curiosidade das pessoas e reaquecia as vendas por alguns minutos. Alternava as cores; primeiro soltava um branco, logo um vermelho e depois um amarelo.
Passado algum tempo, um menino negro puxou a manga de seu paletó, olhou nos olhos do vendedor e fez uma pergunta penetrante:
- Senhor, se soltasse uma bexiga preta ela subiria?
O vendedor de balões olhou para o pequeno com compaixão, sabedoria e compreensão e disse:
- Filho, o que faz o balão subir é o que está dentro dele.
É realmente impressionante como o ser humano tem a capacidade de julgar a tudo pela aparência externa. A supervalorização da imagem externa é uma grande responsável por problemas que adoecem a humanidade, e seus relacionamentos. Ao criar um estereótipo produzido a partir da aparência, deixamos de considerar os vários defeitos, pertencentes a todos, escondidos através do plano físico. Então, ao nos depararmos com essas falhas, surgem as decepções que provocam as divisões. É fácil ver como belas capas podem esconder finais desastrosos para uma história. É o caso do rei Saul o primeiro rei de Israel que a Bíblia descreve como “jovem de boa aparência, sem igual entre os israelitas; os mais altos batiam nos seus ombros” – 1 Sm 9:2, e que devido a sua insubmissão a Deus, foi rejeitado por ele.
Após sua desobediência, Samuel partiu a Belém para casa de Jessé, de acordo com a ordem que havia recebido de Deus; para ungir um de seus filhos, que viesse substituir Saul e estabelecer definitivamente o reino. Um rei temente a Deus, sábio, corajoso, forte e vigoroso, que governasse o povo de Deus de acordo com a Sua vontade. O ungido agruparia todas essas características, e mais outras, que o faria um grande líder para o povo de Israel.
Ao ver Eliabe, um dos filhos de Jessé, Samuel pensou estar diante do futuro rei de Israel, mas Deus o advertiu:
O Senhor, contudo, disse a Samuel: “Não considere sua aparência nem sua altura, pois eu o rejeitei. O Senhor não vê como vê o homem, o homem vê a aparência, mas o Senhor vê o coração”. – 1 Sm 16:7
É triste ver, como ainda a embalagem pesa mais que o conteúdo. Muitas vezes o preconceito impede nossa expansão. Por exemplo, se existe uma pessoa, que necessita de ajuda, mas não corresponde aos nossos padrões de perfeição, ela simplesmente será ignorada.
O mundo criou e dissemina um padrão estético que está através da mídia assustadoramente tomando as mentes.

A escolha de Davi como novo rei demonstra a ênfase divina nas características interiores, e não exteriores. O status de Davi na família era tão pequeno que nem sequer foi chamado para encontrar-se com Samuel. Davi era simplesmente o filho mais moço, que cuidava das ovelhas nos campos. No entanto, ele foi escolhido por Deus para ser o rei de Israel, para realizar grandes feitos e fazer parte da linhagem da qual viria Jesus que Deus enviaria a Israel. Deus, é claro, não via Davi como sua família o via.
Não se julga o potencial de uma arvore pelo seu tamanho e sim pela qualidade de seus frutos. Nesta metáfora a arvore pode ser você!
Conta-se que os deuses da Grécia Antiga, temerosos de que os homens descobrissem seu PRÓPRIO POTENCIAL e ciumentos de que assim pudessem chegar ao nível deles(deuses), realizaram uma longa reunião para decidirem a maneira mais concreta de ocultar aos homens esse potencial.
Várias foram as propostas. Houve quem pensou em esconder o potencial humano nos abismos mais imperscrutáveis dos oceanos, mas foi lembrado que, no futuro, o homem penetraria o fundo dos mares.
Apresentou-se, também, quem propôs ocultar este potencial nas montanhas mais altas da Terra, mas tal proposta não foi aceita, porque o homem, em um dia não muito distante as escalaria.
Outro sugeriu esconder tal riqueza humana na Lua, mas salientou-se que o homem no futuro iria habitá-la.
Por fim, todos aceitaram uma estranha proposta: todo aquele poder incomensurável, “o potencial humano”, deveria ser escondido... Dentro do próprio homem.
Como justificativa para tal resolução os deuses disseram: "O homem é tão distraído e voltado para fora de si que nunca pensará em encontrar seu potencial máximo dentro do seu próprio ser.
Efetivamente o vendedor de balões tinha razão.
Pense naquilo que você carrega aí dentro de você e não se esqueça: “O que está dentro de você é o que lhe fará subir”.

Por Leonardo Pessoa


DO QUE VOCÊ TEM MEDO?


“NÃO SEI O QUE É MEDO, interrompeu ela com ingenuidade.
- Sim? Não a supunha valente. Pois eu sei o que ele é. O Medo? O medo é um preconceito dos nervos. E um preconceito desfaz-se; basta uma simples reflexão”.
(Machado de Assis em "Helena").

Você pode surpreender-se ao saber que Franklin Delano Roosevelt era aristocrata de nascimento. Contudo, seus pais ricos e influentes criaram-no sabiamente para acreditar que os privilegiados devem assumir maior responsabilidade em ajudar os menos afortunados.
Embora fosse um adolescente tímido, Roosevelt desabrochou ao cursar a Universidade Harvard, onde contribuiu para a vida do campus com seu desenvolvimento nos esportes e no jornal da escola.Roosevelt já se havia tornado um servidor público ilustre tendo servido como deputado estadual e ministro adjunto da marinha, quando a tragédia o atingiu - ele sofreu um severo ataque de poliomielite. Os dias sóbrios que se seguiram deixaram-no numa confusão de dor física.Mas um Roosevelt determinado, cuja carreira muitos observadores acharam ter-se encerrado, arregimentou o que mais profundo havia em sua coragem pessoal, readquiriu o uso das mãos e aprendeu a andar com o apoio de aparelhos.Durante sua convalescença o medo do fogo atormentou Roosevelt - medo de ficar preso num prédio em chamas. Tendo sua vida já devastada, quem o culparia se ele passasse o resto de seus dias em auto-piedade? Em vez disso, ele lutou para vencer sua deficiência e conquistar seus temores.Oito breves anos depois, ele tornou-se governador do Estado de Nova Iorque. E apenas onze anos após ter sido atacado pela moléstia e paralisado, após suportar inúmeros meses de fortes dores, após muita insistência para que se aposentasse, Franklin Delano Roosevelt - homem de temor e coragem, prestou juramento como trigésimo segundo Presidente dos Estados Unidos da América.Neste momento, o país estava mergulhado na Grande Depressão, muito maior do que estão enfrentando hoje com a quebra dos bancos americanos. Um em cada quatro homens estava desempregado, muitos não tinham dinheiro para comprar alimento para famílias, e muitos haviam perdido suas casas.Como as pernas de Roosevelt, o país estava aleijado pelo medo. Quem melhor do que ele poderia simbolizar a paralisia que as pessoas sentiam? Por toda a parte, homens sentiam as garras cruéis do terror.Foi contra esse cenário de fundo que Franklin Delano Roosevelt arrastou-se até o microfone e proferiu o discurso inaugural mais absorvente deste século: “A única coisa que devemos temer é o medo”.Felizmente, nem todos optaram pela segurança. Alguns venceram, a despeito dos riscos. Alguns atingiram a grandeza, a despeito da adversidade. Recusaram-se a dar ouvidos a seus temores. Nada do que alguém disse ou fez conseguiu frustrá-los.
Falta de capacidade ou abundância de desapontamentos não precisam desqualificar a pessoa! É como Ted Engstrom escreve, com muito discernimento:
“Estropie o homem, e você terá um Sir Walter Scott. Enterre-o nas neves de Valley Forge, e você terá um George Washington. Eduque-o em pobreza abjeta, e você terá um Abrahan Lincoln. Atinja-o com poliomielite e ele se torna Franklin Roosevelt. Ensurdeça-o e você terá um Ludwig Van Beethoven. Chame-o de aprendiz lerdo, “retardado” e dispense-o por ser incapaz de aprender, e você terá um Albert Einstein”. Existe um poema do Augusto Cury que diz assim: Desejo que você Não tenha medo da vida,tenha medo de não vivê-la.Não há céu sem tempestades, nem caminhos sem acidentes. Só é digno do pódio quem usa as derrotas para alcançá-lo.
Só é digno da sabedoria quem usa as lágrimas para irrigá-la. Os frágeis usam a força; os fortes, a inteligência.
Seja um sonhador, mas una seus sonhos com disciplina, Pois sonhos sem disciplina produzem pessoas frustradas”.
...o medo é um microscópio que aumenta o perigo.
Por Leonardo Pessoa


NÃO DIGA; EU NÃO TENHO NADA A VER COM ISSO


Um rato olhando pelo buraco na parede vê o fazendeiro e sua esposa abrindo um pacote. Pensou logo em que tipo de comida poderia ter ali. Ficou aterrorizado quando descobriu que era uma ratoeira.
Foi para o pátio da fazenda advertindo a todos:
- "Tem uma ratoeira na casa, uma ratoeira na casa." A galinha, que estava cacarejando e ciscando, levantou a cabeça e disse:
- "Desculpe-me Sr. Rato, eu entendo que é um grande problema para o senhor, mas eu não tenho nada a ver com isso, não me prejudica em nada, não me incomoda."O rato foi até o porco e disse a ele:
- "Tem uma ratoeira na casa, uma ratoeira."
- "Desculpe-me Sr. Rato, mas não há nada que eu possa fazer, a não ser rezar. Fique tranqüilo que o senhor será lembrado nas minhas preces."O rato dirigiu-se então à vaca. Ela disse:
- "O que Sr. Rato? Uma ratoeira? Por acaso estou em perigo? Acho que não!" Então o rato voltou para a casa, cabisbaixo e abatido, para encarar a ratoeira do fazendeiro. Naquela noite ouviu-se um barulho, como o de uma ratoeira pegando sua vítima. A mulher do fazendeiro correu para ver o que havia pego. No escuro, ela não viu que a ratoeira pegou a cauda de uma cobra venenosa. A cobra picou a mulher.O fazendeiro a levou imediatamente ao hospital. Ela voltou com febre. Todo mundo sabe que para alimentar alguém com febre, nada melhor que uma canja. O fazendeiro pegou seu cutelo e foi providenciar o ingrediente principal a galinha.Como a doença da mulher continuava, os amigos e vizinhos vieram visitá-la. Para alimentá-los o fazendeiro matou o porco. A mulher não melhorou e muitas Pessoas vieram visitá-la.Muita gente veio vê-la o fazendeiro então sacrificou a vaca para alimentar todo aquele povo.
As situações a nossa volta influem direta ou indiretamente nossas vidas.
Não tenho nada a ver com isso, foi o que disse um grande dono de frotas de carroças antes de falir quando Richard Trevithick inventou a primeira locomotiva. As empresas de propaganda disseram o mesmo quando um homem chamado Robert Adler inventou o controle remoto. Não temos nada a ver com isso! Será que não? Pois bem, antes do controle remoto não se tinha a preocupação de investir em produção nos comerciais, por que era realmente terrível ter que levantar da poltrona toda hora para mudar de canal, mas depois do controle remoto houve um esforço monstruoso das empresas de propaganda para chamar a atenção do publico, que agora não se sentia obrigado a assistir o mesmo canal nos intervalos.
Não tenho nada a ver com a política! Foi o que eu disse quando o Collor se elegeu. Então ele roubou o dinheiro da poupança do meu pai e a minha família passou por muitas dificuldades na época. Não tenho nada a ver com a política disse isso também quando o Maluf se elegeu prefeito de são Paulo em 1993, afinal de contas eu não votava mesmo! Só que na época ele não investiu nada na educação, e olha o que aconteceu tem um mês que fui assaltado por dois jovens com idade de 15 a 17 anos que pela aparência não freqüentavam nenhuma instituição de ensino. A Varig está quebrando dizia a reportagem do jornal, e eu dizia; não tenho nada a ver com isso. Minha esposa que na época era minha noiva ficou desempregada e até hoje não recebeu seus direitos.
Não tenho nada a ver com isto? Quantas vezes já ouvi esta frase, eu mesmo a disse varias vezes.
Será que é medo de responsabilidade? Mario Quintana disse: “O pior dos problemas da gente é que ninguém tem nada com isso”.
Paulo diz que todos somos parte de um corpo em I Cor 12: “corpo não é composto de um só membro, mas de muitos. Se o pé dissesse: «Uma vez que não sou mão, não faço parte do corpo», nem por isso deixaria de pertencer ao corpo. E se o ouvido dissesse: «Uma vez que não sou olho, não faço parte do corpo», nem por isso deixaria de pertencer ao corpo. Se todo o corpo fosse olho, onde estaria o ouvido? Se todo ele fosse ouvido, onde estaria o olfato? Deus, porém, dispôs os membros no corpo, cada um conforme lhe pareceu melhor. Se todos fossem um só membro, onde estaria o corpo? Há, pois, muitos membros, mas um só corpo. Não pode o olho dizer à mão: «Não tenho necessidade de ti», nem tão pouco a cabeça dizer aos pés: «Não tenho necessidade de vós.» Pelo contrário, quanto mais fracos parecem ser os membros do corpo, tanto mais são necessários, e aqueles que parecem ser os menos honrosos do corpo, a esses rodeamos de maior honra, e aqueles que são menos decentes, nós os tratamos com mais decoro; os que são decentes, não têm necessidade disso. Mas Deus dispôs o corpo, de modo a dar maior honra ao que dela carecia, para não haver divisão no corpo e os membros terem a mesma solicitude uns para com os outros. Assim, se um membro sofre, com ele sofrem todos os membros; se um membro é honrado, todos os membros participam da sua alegria”.
Na próxima vez que você ouvir dizer que alguém está diante de um problema e acreditar que o problema não lhe diz respeito lembre-se que, quando há uma ratoeira na casa, toda a fazenda corre risco.

Por Leonardo Pessoa